Linda Boström

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Novo livro de Linda Boström Knausgård explora silêncio familiar.
 
De uma hora para outra, Ellen decide parar de falar. Não sabemos ao certo o motivo que a levou a se calar indefinidamente. Talvez tenha sido a culpa por ter pedido a Deus a morte do pai, morto pouco tempo depois. Um pai ameaçador e abusivo, cuja presença aterrorizante, no entanto, parecia ser o único elemento que mantinha a mãe, o irmão e a narradora unidos. Uma família não tão radiante quanto insiste em afirmar a mãe, atriz de personalidade magnética e controladora. Talvez seja o fato de não encontrar correspondência entre o mundo exterior e o interior: “Antigamente eu dizia coisas que não conferiam. Dizia que o sol estava brilhando quando de fato chovia. Que o mingau de aveia era verde como um gramado e tinha gosto de terra”. Apenas no silêncio e na introspecção da escrita Ellen se sente livre e capaz de vislumbrar algum sentido para o mundo e para a própria existência. “O silêncio não faz diferença alguma. Não crê nisso. Não crê que o sol se levanta de manhã, pois, não, a gente não pode ter certeza dessas coisas”. O silêncio de Ellen não é uma simples fuga: “Aquilo era a verdade. A verdade ao meu respeito” Mais do que uma renúncia, calar-se é a saída encontrada por uma criança que luta para não enlouquecer em um ambiente inóspito. Afinal de contas, no sono Ellen fala como qualquer pessoa: “Desarmada e sem controlar meus pensamentos”.

 

A Pequena Outubrista, de Linda Boström Knausgård, é o primeiro livro da premiada autora sueca publicado no Brasil.
 
Entre 2013 e 2017, a autora foi internada coercitivamente numa enfermaria psiquiátrica, onde foi submetida a uma série de sessões de ECT (eletroconvulsoterapia), na qual descargas elétricas são utilizadas para desencadear algo parecido com uma convulsão epiléptica. É uma terapia corriqueira e considerada estabelecida no tratamento de vários distúrbios psíquicos, apesar de ainda não haver unanimidade entre os pesquisadores quanto a sua eficácia e seus efeitos colaterais. No caso da autora, as vivências e lembranças começaram a desaparecer já durante o tratamento que ela recebia na “fábrica”.
 
A Pequena Outubrista, terceiro romance de Linda Boström Knausgård, é não apenas um acerto de contas furioso com a psiquiatria, mas também uma esforço memorialístico desesperado e uma luta iníqua com portas que se fecham definitivamente, na qual a infância, a juventude, o casamento, a maternidade e o divórcio despontam como vislumbres e cujos personagens e lugares despontam sob clarões de relâmpagos.
 
“Uma narrativa intensa e honesta.” ― Berlingske.
 
“Um livro violento e poético.” ― Politiken.
 
Sobre a autora: Linda Boström Knausgård estreou como poeta em 1998. Seu primeiro romance, Helioskatastrofen conquistou o prêmio Mare Kandre. O segundo romance da autora, Välkommen till Amerika, foi indicado ao prêmio August e traduzido para treze idiomas.

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